Com as mudanças no estilo de vida e o adensamento dos grandes centros urbanos, os apartamentos compactos – conhecidos como studios – se consolidaram como um dos principais motores do mercado imobiliário. Segundo indicadores de mercado, a rentabilidade (o yield) gerada pela locação de imóveis compactos bem localizados costuma ser superior à de apartamentos tradicionais de três ou quatro quartos.

Mas será que esse modelo continua sendo um bom negócio para o investidor em 2026? O que mudou na exigência de quem aluga?

Para entender as vantagens, os riscos e as novas tendências desse tipo de investimento, conversamos com Roberto Coutinho, CEO e fundador da Habitare, uma incorporadora imobiliária especializada em empreendimentos de smart living e wellness. Até 2027, a companhia pretende colocar 700 novas unidades residenciais à disposição do mercado. 

Confira abaixo as dicas

1. Vale a pena investir em um studio para locação em 2026?

Roberto Coutinho: Sim, continua sendo um excelente negócio, mas a régua de exigência subiu. O mercado de studios amadureceu. Há alguns anos, bastava entregar um “caixote” bem localizado que ele seria alugado. Hoje, o inquilino não busca apenas um teto perto do metrô; ele busca conveniência, tecnologia e qualidade de vida. O investidor que focar em projetos modernos, com infraestrutura inteligente, terá alta liquidez e vacância quase zero.

2. A rentabilidade do studio é realmente maior do que a de um imóvel tradicional?

Roberto Coutinho: Proporcionalmente, sim. O ticket de entrada (valor de compra) de um studio é menor, o que democratiza o investimento. Ao mesmo tempo, o valor do aluguel por metro quadrado costuma ser mais alto. Além disso, a manutenção e a mobília são mais baratas. Tudo isso eleva a taxa de retorno do investidor, tornando o modelo mais atrativo do que imobilizar um grande capital em um apartamento familiar gigante.

3. Qual é o perfil de quem aluga esse tipo de imóvel hoje?

Roberto Coutinho: O público é dinâmico. São jovens profissionais, estudantes, pessoas em fase de transição (como recém-separados) ou executivos que moram fora, mas precisam de uma base na cidade durante a semana. É um público que valoriza o tempo. Eles querem resolver a vida dentro do próprio prédio e não querem ter dor de cabeça com manutenções complexas.

4. O que o investidor precisa avaliar no projeto antes de comprar?

Roberto Coutinho: O segredo do studio não está da porta para dentro, está da porta para fora. O investidor deve avaliar as áreas comuns e o custo operacional do prédio. O condomínio precisa funcionar como uma extensão do apartamento. Empreendimentos que oferecem lavanderias autônomas, espaços de coworking reais, infraestrutura para pets (Pet Family) e áreas de wellness para a saúde física e mental são os mais disputados. Além disso, tecnologias que reduzem a conta de luz, como fazendas solares, e a eliminação do gás encanado, tornam o condomínio mais barato, aumentando a margem de lucro do investidor.

5. Quais são os principais riscos e como evitá-los?

Roberto Coutinho: O maior risco é a vacância causada pela obsolescência. Comprar um imóvel com conceito ultrapassado, sem governança e com taxas de condomínio altíssimas, vai afastar o inquilino moderno. Para evitar isso, o investidor deve escolher construtoras com histórico sólido e projetos pautados em smart living, que já nascem preparados para as demandas tecnológicas e de bem-estar das próximas décadas.

Sobre a Habitare 

A Habitare é uma incorporadora imobiliária especializada em empreendimentos de smart living e wellness, com DNA tecnológico e ágil. Fundada em 2020, em Niterói (RJ), por Roberto Coutinho, executivo com mais de 20 anos de experiência em liderança, gestão corporativa e incorporação imobiliária, a empresa realiza projetos voltados tanto para moradores quanto para investidores.

Com uma proposta baseada no conceito de smart living, seus empreendimentos são pensados para otimizar a experiência do morador por meio de plantas funcionais, arquitetura autoral, integração de serviços, uso misto, conveniência, redução de custos operacionais e sustentabilidade. Os projetos contam com energia solar e soluções de eficiência energética, além de sistemas que reduzem ou eliminam a dependência de gás nas unidades, contribuindo para maior segurança, menor custo condominial e uma operação mais sustentável no dia a dia.

O portfólio da empresa inclui as linhas “Sou Mais” e “Sou Mais Wellness”, que incorporam o bem-estar físico e mental como diretriz central do projeto imobiliário, com espaços voltados à saúde, relaxamento, convivência e qualidade de vida.

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/habitare-sa/?originalSubdomain=br  

Site: https://habitaresa.com.br/  

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Bruno Vargas
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