Nesta quarta-feira (24), a Venezuela foi abalada por uma série de terremotos, os quais estão entre os mais poderosos registrados nos últimos tempos. O país sofreu dois tremores consecutivos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, na costa do território venezuelano.
Na manhã desta quinta-feira (25), as autoridades venezuelanas relataram pelo menos 164 fatalities e mais de mil pessoas feridas. Vítimas ainda permanecem sob os destroços de edificações que desabaram.
O primeiro evento sísmico ocorreu no final da tarde na área de Morón, localizada a aproximadamente 160 quilômetros de Caracas. O segundo tremor foi detectado cerca de um minuto depois, na mesma região.
A presidente Delcy Rodríguez anunciou a criação de um fundo no valor de US$ 200 milhões, proveniente do FMI (Fundo Monetário Internacional), para auxiliar na reconstrução da infraestrutura afetada. Ela declarou que La Guaira foi o estado mais severamente impactado, com inúmeros prédios colapsados.
Patamar de grandes abalos
A intensidade dos tremores coloca a Venezuela em um patamar semelhante ao de outros grandes terremotos recentes. Em 2023, a Turquia e a Síria enfrentaram abalos com magnitudes de 7,8 e 7,7, resultando em um número estimado de vítimas entre 59,4 mil e 62 mil pessoas.
Em 2015, um tremor de magnitude 7,8 no Nepal causou 9.182 mortes e deixou mais de 25 mil feridos. No ano de 2018, a Indonésia sofreu um abalo de magnitude 7,5 seguido por um tsunami em Sulawesi, resultando em mais de 5 mil mortos e desaparecidos.
Entre os terremotos mais devastadores do século XXI está o registrado no Haiti em 2010, onde as estimativas apontam para entre 250 mil e 300 mil fatalidades após um tremor com magnitude de 7. Outro caso significativo ocorreu no Japão em 2011, quando um terremoto de magnitude 9,1 gerou um tsunami e resultou em ao menos 19.747 mortes e 2.556 desaparecidos.
