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Trump ameaça “enviar o Irã para o inferno” se não houver acordo durante discurso na ONU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode “aniquilar o Irã” e mandar o país “para o inferno” em...

por Publicado: 24/09/2026 15:24

Durante um discurso na Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York na terça-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que possui a capacidade de “aniquilar o Irã” e enviar o país “para o inferno”. No entanto, horas depois de suas afirmações contundentes, ele revelou que houve uma reunião entre autoridades iranianas e americanas na mesma data para discussões.

Trump comentou sobre essa negociação com jornalistas, afirmando que a conversa durou três horas e caracterizou o encontro como “muito bom”. O presidente americano expressou sua intenção de realizar novos diálogos “em um futuro muito próximo”.

Em seu discurso na ONU, Trump reiterou seu apoio à guerra no Oriente Médio e enfatizou que o Irã “nunca terá acesso a armas nucleares”. Ele também mencionou ter uma “grande decisão” pela frente em relação ao país.

“Um acordo será alcançado com o Irã para que possam reconstruir uma nação próspera, como já foram no passado, talvez um dos maiores países do Oriente Médio. Ou eu precisarei aniquilar a República Islâmica rapidamente? Vamos buscar um entendimento logo após as eleições”, afirmou Trump.

Além disso, o presidente fez referências à estratégia dos Estados Unidos na chamada “guerra ao terror”, lembrando os atentados ocorridos em 11 de Setembro em Nova York e em 7 de Outubro em Israel.

Interferência externa

No mesmo discurso, Trump se comprometeu a acabar com a chamada “interferência externa” no Hemisfério Ocidental, afirmando que pode empregar a força militar americana para esse fim. Ele expressou sua intenção de expulsar influências de potências rivais como China e Rússia da região e anunciou sua meta de eliminar anos de violência e instabilidade provocadas por intervenções estrangeiras.

A operação contra Nicolás Maduro foi citada por Trump como exemplo do uso do “poderio militar incomparável” dos EUA. Segundo ele, suas ações na Venezuela demonstram que não tolerará ameaças aos Estados Unidos que possam se estabelecer em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. Caso necessário, ele garantiu que usará a força militar para proteger os interesses nacionais americanos.

O presidente também traçou um paralelo entre os cartéis de drogas e o grupo terrorista Estado Islâmico, afirmando que esses “grupos e gangues violentas” não causarão mais problemas aos países ocidentais. “Empregamos as Forças Armadas dos EUA para exterminar gangues e cartéis sanguinários. (…) Os cartéis são equivalentes ao Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. Eles representam inimigos em guerra contra a civilização, utilizando assassinato, estupro, tortura e extorsão como armas de terror. Por isso devem ser eliminados, exilados ou capturados”, concluiu Trump.

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