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Líder iraniano responde a Trump na ONU e destaca que seu país sofre com o terrorismo

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, iniciou seu discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) nessa quarta-feira (23)...

por Publicado: 24/09/2026 15:24

Na quarta-feira (23), o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, deu início a seu discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) destacando um alegado ataque realizado pelos Estados Unidos contra uma escola primária no Irã logo no início do conflito.

Ele declarou: “Vim de um Irã onde uma escola foi realmente bombardeada. É impressionante ver quantas crianças morreram devido a bombas lançadas com armamentos fornecidos pelos Estados Unidos e Israel”, ressaltou.

Pezeshkian enfatizou que os EUA nos rotulam como terroristas, mas nós somos, na verdade, as vítimas do terrorismo. As autoridades iranianas reportaram que pelo menos 120 crianças e 26 professores perderam a vida quando a escola em Minab, no sul do país, foi atacada em 28 de fevereiro.

“Essas crianças eram inocentes e não cometeram crime algum”, destacou o presidente durante sua fala. Recentemente, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou que está conduzindo uma investigação sobre o incidente mencionado.

Uma missão de apuração da ONU concluiu no início de setembro que o ataque à escola poderia ser considerado um crime de guerra. Em resposta a essas alegações, um porta-voz da Casa Branca afirmou: “A única parte envolvida neste conflito que tem cometido crimes de guerra é o regime iraniano”.

“O Irã não se curvará nem se renderá”

No decorrer de seu discurso, Masoud Pezeshkian afirmou ainda que o Irã “nunca se curvará nem se renderá”, convocando outras nações a colaborarem na busca por “uma paz e estabilidade genuínas” diante do que classificou como “intimidação”.

<pComentando sobre a fala do presidente dos EUA, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU no dia anterior (22), Pezeshkian disse que Trump precisa entender que a determinação do povo iraniano crescerá diante das sanções e pressões.

O presidente iraniano salientou que “um mundo sem poder é perigoso; porém, um mundo que só compreende a linguagem da guerra e da intimidação não será seguro”. Ele advertiu que não devemos permitir que o poder militar substitua a legitimidade ou que o terrorismo tome o lugar da política e das negociações.

Pezeshkian fez um apelo às demais nações para unirem esforços na construção da paz. “O Irã estende sua mão ao mundo; nós convidamos todos. Chamamos o mundo — não por fraqueza, mas pela firme convicção em nosso próprio poder e pela crença sólida de que ninguém nesta região encontrará segurança isoladamente”, disse ele.

Ele prosseguiu afirmando: “Ou trabalharemos juntos para construí-la ou viveremos sob constante insegurança. Aspiramos construir um futuro digno, onde segurança, justiça e dignidade humana sejam direitos inalienáveis para todos os povos.”

Irã busca energia nuclear “para desenvolvimento”

Em outra parte de seu pronunciamento na ONU, Pezeshkian declarou que o país persegue tecnologia nuclear “para o desenvolvimento e não para ameaçar sociedades com armamentos”, enfatizando a intenção de colaborar em prol da segurança mútua.

<p“O uso pacífico da tecnologia nuclear é essencial para nosso progresso”, afirmou ele, mencionando a importância de avanços em áreas como agricultura e geração de energia elétrica.

<p“O Irã não aceita que a tecnologia nuclear seja privilégio exclusivo de algumas poucas nações. Não aceitaremos isso. Não vamos nos submeter nem renunciar ao nosso direito inerente”, acrescentou.

<p“Deixamos claro: abominamos armas nucleares e recusar limitações à tecnologia nuclear voltada para fins pacíficos. Nossa paz não será conquistada através do campo de batalha; contudo, é imprescindível garantir a segurança necessária ao povo e à nação iraniana”, completou.

Pezeshkian também observou que os sistemas defensivos do Irã são cruciais para proteger o país contra agressões externas. “O Irã precisa ser forte para evitar ameaças ao seu futuro. Nossos sistemas defensivos foram desenvolvidos para garantir que ninguém pense que os ataques às cidades iranianas ficarão sem resposta. Essa é a razão pela qual possuímos uma força militar voltada à defesa”, finalizou.

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