Com operações pressionadas por produtividade, escassez de mão de obra e aumento da complexidade logística, tecnologias como sorters, esteiras e balanças automáticas deixam de ser apoio operacional e passam a ser infraestrutura estratégica.
 

 

São Paulo, 29 de junho de 2026 – O cenário para o Supply Chain e intralogística nunca foi tão desafiador. A falta de mão de obra e a insegurança de qual automação fazer nos centros de distribuição têm impactado diretamente na produtivdade e na redução de recursos de forma inteligente. Segundo a Descartes, 76% dos líderes de supply chain e logística enfrentam escassez relevante de mão de obra em suas operações, adicionalmente, 37% classificam essa escassez como alta ou extrema. O mesmo estudo aponta que 54% das empresas de supply chain e logística estão priorizando a automação de tarefas repetitivas e de baixo valor agregado para melhorar a produtividade diante da falta de profissionais. 

Já a Gartner projeta que, até 2030, 50% dos novos armazéns em mercados desenvolvidos serão desenhados como instalações “robot-centric”, com humanos atuando principalmente em atividades de exceção. Esse movimento mundial sugere que as pessoas sejam alocadas, cada vez mais, para processos e atividades mais direcionados e estratégicos, deixando que processos repetitivos e leitura de etiquetas sejam feito de forma automática. 

Automações, quando implantadas com inteligência e projeção a médio e longo prazo possuem um ROI (return of investiment) comprovado de payback em 2 anos. Quando o assunto é locação, a flexibilidade de investimento e o não comprometimento do CAPEX também apoiam empresas a darem o próximo passo. 

A nova pressão sobre a logística
Centros de distribuição, transportadoras, operadores logísticos e indústrias precisam lidar com mais volume, prazos menores, maior variedade de SKUs e menor disponibilidade de mão de obra. 
Operações baseadas em deslocamento manual, conferência visual, triagem manual e separação pouco padronizada tendem a perder eficiência conforme o volume cresce. O desafio é ainda maior porque estas operações precisam estar preparadas para momentos de pico de demanda, como a Black Friday e final de ano, mas nem sempre precisam de grandes investimentos no restante da temporada. 

“Existe uma tendência de olhar para a automação como solução imediata, especialmente quando a empresa já está pressionada por volume, custo ou falta de mão de obra. O desafio, como muitos pensam, não está só na aplicação da tecnologia, mas sim na capacidade de implementá-la de forma consistente para que seja escalável e alinhada à realidade da operação”, afirma Murilo Namura, Head de Equipamentos da Pitney Bowes, empresa global que fornece tecnologia, logística e serviços em todo o mundo.

Automação como suporte à produtividade
A automação deve ser apresentada como apoio à operação, não apenas como substituição de pessoas. Ela reduz tarefas repetitivas, melhora segurança e libera equipes para funções de maior valor. Quando implantadas com projetos consistentes e que promovem resultados reais, tornam os processos ainda mais inteligentes. 

Tecnologias que ganham relevância 

  • Sorters: aumentam velocidade e precisão na triagem e separação de volumes;
  • Esteiras: reduzem deslocamentos e criam fluxo contínuo;
  • Balanças automáticas: diminuem erros na conferência de peso;
  • Cubadoras dinâmicas: capturam dimensões em escala e apoiam faturamento correto;
  • Sistemas integrados: transformam movimentação física em dado operacional.

Ganhos para o negócio
O relatório da SNS Insider aponta que sistemas automatizados de armazenagem e recuperação podem aumentar o aproveitamento de espaço em até 40% e alcançar 99,9% de acuracidade no picking, dependendo do contexto de aplicação.

“A diferença não está na tecnologia isolada, mas na capacidade de transformar esse investimento em eficiência real no dia a dia. Empresas que conseguem fazer isso de forma integrada e contínua são as que precisam processar mais volume, com menos pessoas e maior controle de forma inteligente e com menor ROI possível”, conclui o porta-voz.

Para a Pitney Bowes, a próxima fase da intralogística será marcada pela capacidade de operar com mais volume, mais previsibilidade e menor dependência de tarefas repetitivas. Empresas que combinarem automação física, dados e processos bem desenhados terão mais condições de crescer em um cenário de escassez de mão de obra e pressão por eficiência.