Nesta quinta-feira (9), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que os bombardeios realizados por Israel no Líbano são uma clara infração ao cessar-fogo estabelecido entre seu país e os Estados Unidos no contexto da guerra que envolve também Israel. Ele ressaltou que esses ataques israelenses tornam as discussões pela paz “irrelevantes”.

Em seu discurso, Pezeshkian enfatizou que o Irã “não abandonará o povo libanês” e ameaçou romper qualquer acordo com os Estados Unidos se a ofensiva israelense persistir.

“A nova agressão do regime sionista contra o Líbano representa uma violação evidente do pacto inicial de cessar-fogo. Isso é um indicativo alarmante de engano e descompromisso com possíveis acordos. A continuidade desses atos tornará as negociações vazias. Estamos prontos para agir. O Irã jamais abandonará seus irmãos e irmãs libaneses”, afirmou ele.

Uma reunião entre representantes iranianos e americanos está agendada para esta sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão, marcando a primeira rodada de discussões para um acordo definitivo de paz.

A manifestação do presidente iraniano veio um dia após Israel realizar o maior ataque ao Líbano desde o início das hostilidades envolvendo o Irã e o Hezbollah. O governo libanês reportou que mais de 250 pessoas perderam a vida em uma série de bombardeios coordenados em diversos locais do país, onde Israel afirma estar combatendo um grupo extremista libanês financiado pelo Irã.

Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que os ataques continuarão até que a ameaça representada pelo Hezbollah seja eliminada. Ele argumentou que o Líbano não estava incluído no cessar-fogo de duas semanas anunciado na segunda-feira (7) entre os Estados Unidos e o Irã, corroborando a narrativa defendida pela administração de Donald Trump.

No entanto, segundo informações do Paquistão, que atuou como mediador do acordo, uma trégua envolvendo o Líbano está prevista dentro dos termos do cessar-fogo.