Reino Unido e França liderarão uma reunião virtual com chefes militares de cerca de 30 países interessados em abrir o Estreito de Ormuz e formar uma coalizão para garantir a segurança da região. Segundo uma fonte do Ministério da Defesa britânico, a reunião pretende reunir os chefes de Estado-Maior das Forças Armadas dos países signatários de um comunicado divulgado na semana anterior.

Os países que apoiam a iniciativa pediram uma suspensão dos ataques contra instalações petrolíferas e de gás no Golfo e se mostraram dispostos a contribuir para os esforços de segurança no estreito. A França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão lideraram o comunicado, que recebeu o apoio de aproximadamente 30 nações, incluindo Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

O objetivo da coalizão é elaborar um plano para a reabertura do Estreito de Ormuz o mais rápido possível, com uma postura defensiva e independente da abordagem norte-americana. O Reino Unido propôs sediar uma conferência internacional sobre a segurança de Ormuz em uma fase posterior para lançar uma coalizão de países comprometidos com a missão.

O Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta a ataques de Estados Unidos e Israel, causando impactos significativos no mercado de petróleo e gás natural. Houve relatos de minas colocadas na região, o que pode levar a uma operação para removê-las, embora alguns países alertem para os desafios de realizar essa operação em meio aos ataques na região.

O Irã declarou que permitirá a passagem segura de navios não hostis pelo estreito, mas muitas embarcações estão evitando a região devido aos riscos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado os aliados a participarem da segurança de Ormuz, mas o Reino Unido deixou claro que essa ação não se dará no âmbito da Otan.