O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou veementemente qualquer amizade com Jeffrey Epstein e declarou que o milionário conspirou com o autor Michael Wolff para prejudicá-lo politicamente.
No dia 30 de julho, o Departamento de Justiça tornou públicas mais de 3 milhões de páginas de investigações relacionadas à rede de abuso sexual liderada por Epstein, que faleceu em 2019 enquanto aguardava julgamento na prisão.
Através de uma rede social, Trump afirmou no dia 2 de agosto que nunca esteve na ilha onde Epstein realizava os abusos e ameaçou processar aqueles que o ligassem ao caso. Ele também criticou Wolff, que, de acordo com os arquivos da investigação, trocou e-mails com Epstein sobre Trump.
“Eu não era amigo de Jeffrey Epstein e, de acordo com as informações reveladas pelo Departamento de Justiça, ele e um ‘autor’ mentiroso chamado Michael Wolff conspiraram para me prejudicar e à minha Presidência.”
Os arquivos divulgados no final do ano passado incluem um e-mail enviado por Epstein a Wolff em janeiro de 2019, no qual o milionário sugere que Trump tinha conhecimento das atividades ilícitas. Também é mencionada uma troca de e-mails de 2016, na qual Wolff discute com Epstein uma oportunidade de prejudicar Trump durante a campanha presidencial.
Em 2024, Wolff admitiu ter entrevistado Epstein para seu livro “Fogo e Fúria: Por Dentro da Casa Branca de Trump”, lançado em 2018, que revela os bastidores do governo do republicano.
Novas Revelações
O nome de Trump foi mencionado nos novos arquivos da investigação sobre Epstein, apesar das alegações do presidente de que não era amigo do milionário. É de conhecimento público que os dois mantiveram certa proximidade entre os anos 90 e início dos anos 2000.
Os documentos contêm acusações graves contra o presidente, incluindo a alegação de que Trump teria participado de um esquema de abuso sexual de menores organizado por Epstein. O texto descreve detalhes perturbadores sobre o suposto envolvimento de Trump nessas atividades.
Uma denúncia antiga citada nos arquivos faz referência a um suposto estupro cometido por Trump contra uma menor de idade em 1994. A acusação foi tornada pública em 2016, mas posteriormente retirada pela denunciante.
Trump já havia negado anteriormente todas as acusações contra ele. Documentos anteriores já haviam incluído o nome de Trump em registros de voos com Epstein e em uma carta enviada ao milionário nos anos 2000 que continha um desenho de uma mulher nua.
