A mulher sob investigação por ter assassinado o cão Branquinho utilizando uma picareta foi novamente detida em Porto Alegre. A decisão de prisão preventiva foi determinada pela juíza Vanessa Assis Baruffi, da 1ª Vara Regional de Garantias da cidade, após solicitação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS).

O incidente que resultou na morte de Branquinho ocorreu no dia 9 de novembro de 2025. As investigações revelaram que o animal foi brutalmente agredido com uma picareta, levando a ferimentos fatais.

A investigada havia sido liberada anteriormente, após conseguir liberdade provisória e se comprometer a seguir certas medidas cautelares. Contudo, a nova ordem judicial foi emitida devido à descoberta de informações consideradas graves durante a investigação.

Animais em condições de maus-tratos

No dia 4 de maio, a Polícia Civil executou um mandado de busca e apreensão na casa da suspeita, contando com a presença de veterinários do Gabinete da Causa Animal de Porto Alegre.

Durante a ação, foram resgatados aproximadamente 35 animais, incluindo cães, gatos, cavalos e aves. Os laudos técnicos apresentados no processo indicam a falta de água potável, alimentação inadequada e um ambiente impróprio para os animais, além de casos avançados de desnutrição.

Entre os resgatados, havia um cão em estado crítico conhecido como caquexia, caracterizado por um enfraquecimento extremo associado à severa perda de peso e deterioração física.

Decisão menciona padrão de violência

No despacho judicial, a juíza enfatizou que a situação não se restringia apenas ao caso envolvendo Branquinho. Ela mencionou um “padrão comportamental violento” e “negligência sistemática e prolongada” em relação aos animais.

“A proteção dos animais contra crueldade e negligência transcende a tutela individual: trata-se de uma questão que diz respeito à ordem pública”, destacou a magistrada.

Segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), a prisão preventiva foi imposta para assegurar a ordem pública, prevenir novos crimes e proteger os direitos dos animais envolvidos.