Na última quinta-feira (11), a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) revelou a formação do fenômeno El Niño no Pacífico Tropical. A agência também emitiu um alerta relacionado a essa condição climática.
Os especialistas em meteorologia estimam uma probabilidade de 63% de que as temperaturas na superfície do mar alcancem valores superiores a 2,0°C na área do Pacífico em questão. Caso esse limiar seja excedido, a NOAA classificará o fenômeno como um El Niño “extremamente forte”.
A declaração de um evento de El Niño ocorre quando há um aumento contínuo de pelo menos 0,5°C nas temperaturas do Pacífico equatorial por vários meses.
Adicionalmente, a NOAA está atenta à atmosfera da região pacífica, observando um padrão conhecido como “Circulação de Walker”.
Esse padrão refere-se a um movimento de ar significativo que se desloca de leste para oeste, resultante das diferenças de temperatura e pressão entre as águas quentes do oeste e as frias do leste. O fenômeno El Niño é declarado quando essa circulação se desfaz e as águas mais aquecidas migram para o Leste, em direção à América do Sul.
Histórico e projeções
A possibilidade da formação do El Niño já era discutida há alguns meses. Essa previsão levou vários órgãos a ficarem em alerta, embora o fenômeno ainda estivesse sendo tratado como uma mera possibilidade.
A última vez que o El Niño ocorreu foi entre maio de 2023 e abril de 2024. No Brasil, os impactos desse fenômeno variam conforme a localização. No Sul, ele tende a aumentar as chuvas, trazendo tempestades e eventos extremos, especialmente durante a primavera.
Por outro lado, nas regiões Norte e Nordeste, o padrão predominante é de diminuição nas chuvas, resultando em riscos de secas, incêndios florestais e ondas de calor que afetam populações vulneráveis.
É relevante ressaltar que não é possível afirmar que o Rio Grande do Sul enfrentará uma situação semelhante à de 2024. O último boletim do governo estadual indicou que não há evidências concretas até o momento sobre a ocorrência de um evento similar ao anterior.
A orientação oficial é manter atenção para possíveis eventos severos pontuais, como chuvas intensas, alagamentos e tempestades.
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