O Banco Central dos Estados Unidos, conhecido como Fed (Federal Reserve), anunciou nesta quarta-feira (18) a manutenção da taxa de juros do país na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor nível desde setembro de 2022. Essa decisão segue a expectativa do mercado financeiro, sendo a segunda reunião consecutiva em que o banco central americano opta por manter a taxa no mesmo patamar. Em 28 de janeiro, houve uma interrupção em um ciclo de três cortes seguidos, devido às incertezas nas perspectivas econômicas.
A política de juros nos EUA influencia diretamente o Brasil, já que as taxas historicamente altas pressionam para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça elevada por mais tempo, além de impactar o câmbio. Desde que Donald Trump assumiu a presidência em janeiro de 2025, houve três cortes de juros, em um cenário econômico incerto marcado por conflitos geopolíticos e pela guerra tarifária promovida pelo presidente republicano.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) informou que a atividade econômica dos EUA está crescendo de forma sólida, enquanto a taxa de desemprego manteve-se estável nos últimos meses. A inflação ainda permanece um pouco alta, com incertezas em relação à economia, especialmente devido à guerra entre EUA e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro.
Diante desse cenário, o FOMC está atento aos riscos relacionados ao emprego e à inflação e continuará monitorando as informações recebidas para ajustar a política monetária conforme necessário. A guerra no Oriente Médio impactou o mercado internacional de petróleo, levando os preços a atingirem valores elevados e preocupando o presidente Trump em relação aos efeitos sobre a economia e os eleitores americanos.
Com o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, a região registrou uma queda significativa no tráfego de navios, o que afetou os preços da gasolina nos EUA e gerou pressões inflacionárias. A situação levou Trump a buscar apoio de outros países para lidar com o fluxo de petróleo na região, mas essa solicitação foi rejeitada por aliados europeus e asiáticos.
