No Rio Grande do Sul, uma significativa parcela da frota de veículos é bastante antiga: 40% dos automóveis registrados foram produzidos há mais de duas décadas. Esta categoria representa 41,1% do total, enquanto a idade média dos veículos no estado é de aproximadamente 19,8 anos.
Até maio de 2026, o estado registrava um total de 8.608.518 veículos, correspondendo a 6,6% da frota nacional. Essas informações foram extraídas de um relatório elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), com dados fornecidos pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) e pela Veloe.
Percentual reduzido de veículos novos
Apenas 12,8% da frota gaúcha é formada por veículos com até cinco anos de fabricação.
Além disso, 12,5% dos veículos têm entre seis e dez anos. A categoria que abrange carros com idade entre 11 e 15 anos representa 19,6% do total, enquanto aqueles com idades entre 16 e 20 anos somam 14%. Juntas, as faixas acima de 16 anos correspondem a mais da metade dos veículos registrados no estado.
É importante notar que os dados analisados se referem somente ao ano de fabricação e não consideram as condições mecânicas ou a manutenção dos automóveis.
Crescimento da frota gaúcha em um ano
Entre abril e maio deste ano, o número de veículos no estado apresentou um leve aumento de 0,2%. No acumulado do ano até agora, o crescimento foi de 1%, enquanto em comparação com os últimos doze meses houve um acréscimo de 2,5% na frota.
Os automóveis constituem a maior parte da frota gaúcha, representando 57,7%. Seguem-se as motocicletas com 14,7% e as caminhonetes com uma participação de 8,3%. As camionetas correspondem a 4,9%, caminhões somam 3%, enquanto reboques representam 2,9%. Outros tipos de veículos completam os restantes 8,5% da frota.
Veículos a gasolina dominam a frota
A maior parte dos registros no Rio Grande do Sul é composta por veículos movidos exclusivamente a gasolina, que totalizam 44%. Os modelos bicombustíveis (gasolina e etanol) são responsáveis por 38,3%, enquanto os automóveis a diesel representam apenas 9,3%. Veículos que utilizam apenas etanol somam 2,3%.
A proporção de carros elétricos e híbridos na frota estadual é bastante baixa: apenas 0,5%, enquanto os modelos movidos a GNV (gás natural veicular) correspondem a 0,8% do total.
Crescimento no tráfego rodoviário
O mesmo relatório indica que o tráfego nas rodovias gaúchas aumentou em até 10,2% em junho de 2026 em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento das viagens realizadas por veículos leves, que cresceram em torno de 12,2%. Já o tráfego referente aos veículos pesados teve um crescimento mais modesto de apenas 4,1%.
No entanto, entre maio e junho deste ano o movimento geral nas estradas permaneceu estável com uma alteração mínima de apenas 0,03%, após ajustes sazonais.
É importante ressaltar que o índice de tráfego é calculado com base na passagem de veículos equipados com tags Veloe em praças de pedágio e não reflete todos os deslocamentos realizados nas rodovias estaduais.
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A postagem sobre a idade avançada da frota veicular do Rio Grande do Sul foi atualizada.
